Retomada

O “Diário do meu Fogão” esteve sem atualização desde julho de 2010. A razão? A pior de todas: Andiara, a nossa guru, foi bater papo com os anjos, foi melhorar o cardápio do Paraíso. Durante a internação, seu filho mandou o seu prato preferido o concurso “Sua Receita” do Portal Oba. A Andiara jamais ficou sabendo, mas o seu Klops Familiar foi uma das 50 selecionadas e publicadas em um elegante livro. Mas a surpresa não acaba ai. A renda da venda do livro irá para o Hospital Boldrini de câncer infantil. Para nós a mensagem não poderia ser mais clara: O Fogão não apagou, o Diário deve continuar. Temos certeza de que a Andiara, lá em cima, irá gostar.


"Não existe maior prazer do que os prazeres da mesa" - George Bernard Shaw


Mostrando postagens com marcador Doces. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Doces. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2011

Arroz de Braga


Em Braga, não peça Arroz de Braga. Se você o fizer, é possível que o garçon (à socapa, disse-o bem) ria-se de você. “Cá temos arroz em Braga, porem não arroz de Braga”. A provável origem do nome criado no Brasil é que cá veio um cidadão de Braga e em seu restaurante provavelmente no Rio de Janeiro, realizou um prato de arroz à moda da sua cidade no Norte de Portugal. Porém cá o prato não fez sucesso à primeira vista, e o “seo Manuel” trocou o pato por frango e lingüiça. Como algumas receitas obedecem a “Lei de Lavoisier” de que na natureza nada se perde, tudo se transforma, as famílias portuguesas aproveitavam o cozido do dia anterior, adicionavam-lhe legumes e o transformavam em um novo prato que se chamaria Risoto à moda de Braga. (foto do Google)


Ingredientes:
2 xícaras (chá) de arroz
1 lingüiça portuguesa em rodelas
2 paios em rodelas
1 peito
4 sobrecoxas de frango à passarinho
sal
3 dentes de alho picados
50g de toucinho picado
óleo
1 cebola média picada
3 tomates sem pele e sementes picados em pedaços médios
folhas de repolho
cheiros verdes
louro (opcional)
1 lata de ervilhas

Modo de Preparo:
1. Limpe o frango, lave-o e tempere com sal e 1 dente de alho. Numa panela, coloque óleo, esquente e refogue o toucinho. Acrescente os pedaços de frango e frite até dourar. Coloque a lingüiça, o paio e frite até tudo ficar dourado. 2. Numa panela grande, despeje a gordura que se desprendeu do refogado de carnes e, se necessário, um pouco mais de óleo. Acrescente a cebola, os dentes de alho restantes e o arroz e refogue bem. Enquanto isso, acrescente os tomates, os cheiros verdes, um pouquinho de água ao refogado de carne e deixe mais um pouco no fogo, mexendo para soltar a gordura que ficou no fundo da panela.3. Junte as carnes ao arroz, acrescente algumas folhas de repolho inteiras e água fervente que cubra tudo muito bem, ficando uns 2 dedos acima dos ingredientes. 4. Deixe cozinhar em fogo brando com a panela tampada. Quando o arroz estiver cozido, adicione as ervilhas e deixe mais um pouco em fogo bem brando. Não deixe secar muito, porque este arroz deve ser servido com um pouco de caldo. Se gostar, sirva polvilhado com queijo ralado.
...................................................................................



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Schwarzsauer (Sopa Preta)


Esparta, um Estado helênico, há 2.500 anos, era uma sociedade em que aos 7 anos o menino ingressava no que poderia se chamar de ‘serviço militar’. Ai, era educado de modo severo e mesmo brutal para tornar-se um soldado hígido, bravo e resistente. Sua alimentação era restrita e o 'recruta' era mesmo incentivado a roubar comida. Sua alimentação era a “sopa negra”. Segundo o testemunho de contemporâneos, um prato intragável. Contudo ela deve ter evoluído através dos tempos, pois a Schwarzsauer nos chegou através da Prússia Oriental e da Alemanha que, garantem, ser a mesma sopa espartana. Originalmente este prato era feito com carne e sangue suínos, aproveitando todas as sobras do abate de animais. Nas festas alemãs em Santa Catarina ainda é servido o Schwarzsauer feito a partir do sangue e miúdos de aves.

Ingredientes
Miúdos de um galinhas, gansos, patos ou marrecos
1 colher de sal
6 grãos de pimenta preta
1 talo de manjerona
10 cravos da Índia
125 g de frutas (maçãs, peras, ameixas)
2 colheres de farinha de trigo
125 ml de sangue da(s) ave(s) escolhida
2 colheres açúcar
4 colheres vinagre

Modo de Preparo
Cobertas por uns 2 dedos de água deixar as frutas de molho desde a véspera.
1. Cozinhar os miúdos em 2 litros de água com sal e temperos (cebola, pimenta e manjerona), até que as carnes fiquem moles. 2. Cozinhar as frutas que estavam de molho até se obter a consistência de purê 3. Somar a água do cozimento dos miúdos, se necessário, para que não fique muito denso. 4. Quando tudo estiver bem cozido, juntar o purê de frutas e os miúdos 5. Acrescentar a farinha de trigo e o sangue peneirado. 6. Finalizar com o vinagre, o açúcar e os cravos, para que a produção fique bem agridoce.
.............................................................................




sábado, 26 de fevereiro de 2011

Bruschetta


A Bruschetta é um antepasto italiano. Há diversas variações da bruschetta, sendo a mais conhecida a de tomate, que leva, por cima da fatia de pão grelhado, tomates, manjericão e pimenta verde que lhe dá um toque extra. Poucos pratos capturam o sentimento e o sabor do verão melhor do que a bruschetta. Eu transcrevi a receita abaixo (que serve de 4 a 6 pessoas) do newsletter “Rua Judaica´’, e a estou acrescentando ao  nosso blog pela curiosidade desta ser uma receita kasher, mesmo sem ter descoberto onde ela se diferencia do antepasto tradicional italiano. Confira.

Ingredientes:
10 fatias de baguete, cada uma com três centímetros de espessura
4 colheres de sopa de azeite

Para a salada:
30 a 40 tomates cereja, cortados em metades
2 pimentas verdes cortadas finamente
½ xícara de coentro fresco picado finamente
2 dentes de alho em lascas
2 colheres de sopa de azeite 1 colher de chá de vinagre balsâmico
½ colher de chá de sal kasher

Preparação:
1. Em uma saladeira coloque os tomates, pimenta verde, coentro, alho, azeite, vinagre balsâmico, sal e misture tudo. Reserve. 2. Aqueça 2 colheres de sopa de azeite em uma frigideira antiaderente e coloque 5 fatias de baguete e toste por 1-2 minutos de cada lado ou até que fiquem douradas. Repita com o azeite e o restante das fatias de baguete. Caso necessário coloque mais azeite de oliva na frigideira. 3. Monte as fatias de baguette numa travessa e com uma colher espalhe a salada em cima de cada fatia, incluindo o seu molho.
..............................................................................
Kasher (ou kosher) “permitido”, “próprio” ou “bom”em hebraico é o alimento preparado de acordo com a Torá, o livro sagrado dos judeus que só permite o consumo de carne de animais ruminantes e com casco fendido (excluindo o porco) , considerados mais limpos. Quanto aos peixes, só os que têm escamas e barbatanas, excluindo camarões, polvos e lulas, pois se alimentam de detritos e restos de espécies do fundo do mar. Quanto às aves, a proibição recai sobre as de rapina, já que elas se alimentam de restos de outros bichos. Os animais considerados puros devem ser mortos em um ritual cheio de regras. Não é permitido que sofram antes de morrer e, depois de abatidos, seu sangue deve ser completamente drenado.
..............................................................................





quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Costela à Vattel *


O meu irmãzinho, amigo e cunhado Claudio, como a Andiara, herdou do pai o gosto pela cozinha. Só que o Claudio, professor universitário, só pode exercer os seus dotes culinários nos fins de semana. É um chef de dimanche. Ele já nos prometera esta Costela há 3 costelas atrás. O seu pessoal é mais rápido para comer do que para fotografar. Desta vez ele mandou a foto do prato via celular e me falta competência e meios para transferi-la para o computador. Fico devendo a foto para os próximos dias e passo-lhe a receita preservando o humor do Claudio.

Ingredientes:
1 k. de costela de boi (magra se possível)
4 cebolas grandes em rodelas grossas
4 batatas grandes
3 cubos de caldo de carne
2 dentes de alho
Cenoura
Tomate
louro

Modo de Preparo:

1. 1 k. de costela de boi (magra se possível) ou então chegando em casa, com muito cuidado, limpe um pouco da gordura, lave e ponha em um recipiente para ficar marinando durante a noite, com 2 alhos amassados e passados por toda a costela, 1 cebola em rodelas, 4 folhas de louro e sumo de 1 limão; 2. No outro dia, corte duas cebolas grandes em rodelas grossas e faça uma cama para a costela em uma panela de pressão, como se a costela fosse a Cleópatra da Elisabeth Taylor; 3. Após acomodar a cebola e a costela com o osso prá baixo, acrescente por cima mais 2 cebolas cortadas em 4, cenoura, louro e tomate e esfarele com as mãos 3 cubos de caldo carne de costela (segredo que não se deve revela a ninguém, nem sob tortura); 4. Feche a panela de pressão (não vai nenhum líquido) e cozinhe por 30 minutos em fogo alto. Lave, descasque e corte 4 batatas grandes em pedaços. Abra a panela com cuidado e coloque a batata para cozinhar no molho que ficou na panela de pressão por 10 ou 15 minutos; 5. Sirva com arroz, feijão, macarrão, salada de agrião, farinha e qualquer outro ingrediente de sua preferência ou que tiver no estoque; 6. A cerveja deve estar stupidamente gelada, principalmente para os que não comem costela

* se você não sabe quem foi Vatel, pesquise na coluna ao lado
.................................................................................

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Coelho à Catalunha


Continuo pesquisando o ‘Coelho com Champignon’ de Juanito Duran decantado por Gabriel Garcia Marques em suas “Crônicas” (veja a introdução da receita anterior). Não achei no Google nada especifico além do obituário de Juan. Mas encontrei a receita de Coelho Catalão com Champignons que espero seja a criação de Juanito. Deixo para sua criatividade a missão de transformar esta receita na criação mágica de Juanito, ou... na sua.


Ingredientes (Rendimento: 10 porções)

1 coelho
1 colher (sopa) de gordura de porco
1 colher (sopa) de amido de milho
1 colher (sobremesa) de pinga
1 colher (sopa) de manteiga
1 lata de champignons
2 dentes de alho
1 folha de louro
pimenta do reino
canela em pó
1 cebola
azeite
sal

Modo de preparo
1. Limpo o coelho, cortar, pelas espáduas, em 4 pedaços. 2. Cortar as coxas em 2 pedaços, separar a cabeça e cortar em, todo o comprimento, 2 pedaços. 3. Separar o peito e cortar enviesado, em vários pedaços de 3 cm, no máximo. 4. Lavar bem e temperar com 1 colher (sopa) de azeite, sal e pimenta do reino. 5. A parte, levar ao fogo uma panela com a gordura de porco, a manteiga, a cebola bem batidinha, os alhos esmagados e deixar fritar bem. 6. Colocar, então, os pedaços de coelho para dourar bem. 7. Quando estiverem bem dourados, acrescentar o louro, a salsinha batidinha, a canela, a pinga e os champignons. 8. Em uma frigideira, desmanchar o amido de milho em 2 colheres (sopa) de azeite e vá ajuntando, aos poucos, água para formar um molho que, em seguida, se derramará sobre o coelho. 9. Deixar cozinhar em fogo brando.10. Quando ficar pronto, sirva com fatias de pão torrado.

................................................................................

“Era inevitável: o cheiro das amêndoas amargas lhe lembrava sempre o destino dos amores contrariados..." Gabriel Garcia Marques

................................................................................


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Frango Caipira recheado com Lagosta e Especiarias

“Juanito Duran nos surpreendia com especialidades que sempre me pareceram excessos geniais da cozinha catalã: o frango com lagostas e o coelho com caracóis. Quando ouvi falar pela primeira vez desses pratos, pareceram-me conjunções incompatíveis, água e azeite. Na teoria pareciam uma incompatibilidade metafísica. Na pratica são achados que só poderiam ocorrer a inventores lunáticos como são os catalães e desde que os provamos tivemos mais um motivo para voltarmos a Cadaqués nos fins de semana.”
Crônicas – Gabriel Garcia Marques
Estimulados pelas recordações do prêmio Nobel de Literatura, fomos ao Google para localizar as receitas de Juanito Duran. Não encontramos nenhuma atribuida a ele. Concentramo-nos então na receita de Frango recheado com Lagostas e especiarias de Felícia Sampaio que, apesar de ser portuguesa, mais nos aproximou da imagem que criamos do prato aprovado por Garcia Marques.

Frango Caipira recheado com Lagosta e Especiarias
Felicia Sampaio - Editora Culinária do Roteiro Gastronômico de Portugal

Ingredientes:
1 frango caipira com 1 kg cortado em pedaços
1 lagosta com 500 g
1 cebola picada
2 tomates maduros, pelados e cortados em cubos pequenos
40 g de amêndoas laminadas e torradas
fígado do frango
2 dentes de alho
2 dl de caldo de frango
2 dl de vinho branco seco
20 g de chocolate para culinária ralado
1 folha de louro
2 ramos de tomilho
3 ramos de salsa
pimenta branca moída
sal
uma pitada de açafrão
azeite q.b.
pão de forma cortado frito em azeite q.b.

Modo de Preparo

1. Doure o frango numa caçarola com um pouco de azeite. 2. Retire o frango da caçarola e, no mesmo azeite refogue a cebola. 3. adicione o vinho, deixe ferver uns segundos e acrescente o tomate, o caldo de frango as ervas aromáticas e o frango. Deixe estufar em fogo brando. 4. Triture a amêndoa juntamente com o alho, o fígado e o açafrão até obter uma pasta fina. 5. Durante o cozimento do frango, junte na caçarola a pasta de amêndoa, a lagosta cortada em pedaços e o chocolate ralado. 6. Temperar com sal e pimenta, e continuar o cozimento até que este fique tenro. 7. Servir o frango numa travessa com o molho depois deste ter sido passado por coador fino. Decorar a travessa com o pão frito.
.................................................................................



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Arroz de Batipuru e Torta de Camarão Maranhense

Dia 6/02 último Regina Casé recebeu em seu programa na TV, a cantora Alcione e sua irmã Ivone que veio preparar um prato típico do Maranhão. Ela mostra que conhece bem os segredos dos  quitutes e da culinária do seu Estado e nos apresenta um arroz de batipuru e uma torta de camarão. Pela admiração à cozinha regional, “Diário do meu Fogão” não teve a menor hesitação em estender aos seus internautas as receitas da “irmã da Alcione”.

Ingredientes para 2 pratos:
400 g de camarão seco descascado
1 pimentão verde
1 pimentão amarelo
1 pimentão vermelho
2 tomates picados
1 cebola picada
1 molho de cheiro verde
1 molho de coentro
8 quiabos
8 maxixes
4 dentes de alho
4 maços de vinagreira (conhecido também como caruru azedo)
1 xícara de óleo
1 kg de arroz

Modo de preparo do Arroz de Batipuru:
1. Descasque o camarão e coloque de molho para tirar o sal. 2. Coloque um pouco de óleo na panela e acrescente os ingredientes: primeiro a cebola, depois o alho, o tomate, o camarão, os pimentões, o cheiro verde, o coentro, o maxixe e o quiabo. 3. A vinagreira deve ficar bem picada, depois cozinhe na água quente. A vinagreira é colocada por último na panela juntos aos outros ingredientes. 4. Acrescente 3 canecas de arroz, 4 copos de água e deixe cozinhar o arroz durante 20 minutos, com fogo baixo. Quando a água já estiver quase evaporada, mexa a panela e deixe mais um pouco. O arroz está pronto.

Torta de Camarão

Ingredientes:
3 kg de camarão fresco descascado
½ kg de batata
2 cebolas
2 tomates
2 limões
1 pitada de pimenta do reino
1 pitada de cuminho
1 molho de cheiro verde
1 molho de coentro
1 colher de sopa de extrato de tomate
Sal a gosto
½ xícara de azeitona verde picada
1 lata de ervilha

Modo de preparo:
1. Descasque e limpe o camarão. Reserve as cascas. 2. Tempere o camarão com todos os ingredientes picados. 3. Acrescente 1 xícara de azeite ao camarão. 4. Ferva as cascas do camarão. No liquidificador, bata as cascas do camarão com 1 copo de água. Depois de batidas, coe as cascas. 5. Coloque as cascas coadas no camarão já temperado e ponha no fogo para cozinhar até a água evaporar, mas não deixe secar totalmente. 6. Corte as batatas em cubos e coloque para cozinhar. 7. Misture as batatas e a ervilha com todos os ingredientes na panela. 8. Coloque a receita em um refratário ou forma de alumínio. O refratário deve ser untado com manteiga. 9. Bata de 6 a 8 ovos com a clara e a gema. Coloque um pouco dos ovos batidos sobre o refratário e misture. Depois, cubra o refratário com os ovos batidos. Leve ao forno alto durante 10 minutos. Acrescente um pouco de óleo sobre o refratário e está pronta a receita.
 .................................................................................
A Culinária do Maranhão sofreu influência de culturas tais como a holandesa, portuguesa, indígena e africana. Porém foi a francesa  que mais prevaleceu, secundada pela portuguesa e a indígena. O arroz e a farinha d'água ou puba são os ingredientes básicos que, em muitas vezes ascendem à categoria de prato principal. .  .................................................................................
"A saudade começa pela comida". - Che Guevara  
.................................................................................


quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bolo de Queijo à Anah


Andiarinha:
Este Bolo é um sucesso. Para mais pessoas é só ir dobrando a receita. Espero que saia ótimo como eu sempre consigo
Jucyra
Jucyrinha, muito obrigado. Depois você me diz quem é a Anah.
Andiara


Ingredientes
200 g de manteiga
3 colheres de sopa de farinha de trigo
½ xícara de leite
250 g de queijo parmesão ralado
6 ovos
Sal e pimenta à gosto
Modo de Preparo:
1. Derreta a manteiga e, fora do fogo, misture a farinha e o leite e leve mais um pouco ao fogo.
2. Novamente fora do fogo junte as gemas, bata bem e volta mais uma vez ao fogo para cozinhar. 3. Tire do fogo, deixe esfriar um pouquinho e junte o queijo e as claras já batidas em neve. 4. Coloque em uma forma daquelas com “chaminé” no meio, previamente untada e polvilhada e leve ao forno, em banho-maria, por uma hora.
................................................................................



quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Klops o pão de carne da Europa Central

Retomando o nosso blog, repetimos a receita que valeu à Andiara classificação no Concurso “Sua Receita” publicada no livro “As 50 melhores Receitas do Festival” disponível através do Portal: obahortifruti.com. A receita da venda do livro será doada ao Centro Boldrini de Câncer Infantíl.

Talvez por tradição ou genética o lado paterno da minha família seja grande apreciadora do Klops. Mas do que polonês o Klops é universal, seja pela presença polonês, alemã, húngara e romena em todo o mundo ou, quem sabe, porque ela fica ainda mais gostoso no dia seguinte. Aqui vai uma receita para 10 gourmets. Ou 5 gourmants!
Ingredientes:
1 ½ quilos de carne moída (patinho ou coxão mole)
1 ½ cebolas ralada
2 ovos inteiros
2 pãezinhos amanhecidos colocados de molho em um copo de leite
Óleo vegetal (1 xícara reservada para a carne)
Sal e pimenta à gosto
1 copo de vinagre
Cuidado preliminar:
A carne deverá ser moída 2 vezes. Na segunda vez, moa junto ½ cebola grande. Se o seu açougueiro não fizer essa gentileza para você, então, em casa, acrescente a meia cebola ralada.
Modo de Preparo:
1. Colocar a carne em uma vasilha. Moldar um buraco no meio dela e colocar ai a cebola ralada, os ovos, os pães, óleo, pimenta e sal. 2. Amassar muito bem, até que tudo fique homogeneamente incorporado na massa de carne. (segredinho para o bolo ficar compacto: com as mãos molhadas, bata o bolo de carne por pelo menos 3 vezes contra uma pedra de mármore). Apenas cubra o fundo de uma forma com óleo, deite a carne sobre ele e regue com uma colher de óleo. 3. Cubra a forma com papel alumínio e leve ao forno pré-aquecido a 250º por 20 minutos. 4. De vez em quando, levante o papel e regue o bolo, de 15 em 15 minutos, com ½ copo de água, ½ copo de vinagre e 1 pitada de sal, até o bolo ficar macio. 5. Coloque umas 8 batatas cozidas em torno e, na forma que você vai servir, leve para gratinar.
O dia seguinte:
Na improvável hipótese de que sobre alguma porção do Klops, sugiro que, no dia seguinte, você o sirva cortado em fatias e enfeitado com beterrabas cozidas e picantes com raiz forte e ovos cozidos.

Dica da Dra. Roseli*: Uma dica para incrementar esta preparação com mais vitaminas e fibras é, juntamente com as batatas como acompanhamento do bolo, incluir legumes como brócolis ou couve-flor que são ricos em sulforafanos, que ajudam na prevenção do câncer e formação de tumores, além de serem ricos em fibras que ajudam no funcionamento intestinal.
* Roseli é pós-graduada em dois cursos da área e Especialista em Nutrição Clínica. Autora de livros sobre saúde, atualmente é diretora da Clínica Equilíbrio Nutricional. A Dra. Roseli foi uma das juradas no Concurso de Culinária “Sua Receita” do Portal Oba.
............................................................................


sexta-feira, 23 de julho de 2010

Biriyani de Frango

Domingo conversávamos em torno de uma pizza e alguém comentou que, a partir da minha receita do Kofta, achara a cozinha indiana parecida com a nossa cozinha do Nordeste. Voltei ao “meu” restaurante indiano e assuntei agora a receita do Biriyani de Frango. Trata-se de um delicioso prato de arroz paquistanês/indiano, em geral reservado para ocasiões especiais como o Ramadã (nono mês do calendário islâmico), casamentos ou festas. O preparo é lento. Mas, definitivamente, o trabalho vale à pena. Não é que ficou com cara e gosto de uma moqueca de frango!

Ingredientes:

4 colheres (sopa) de azeite de oliva ou ghee manteiga clarificada)
4 batatas pequenas descascadas e cortadas ao meio
2 cebolas grandes picadinhas
2 dentes de alho picados
1 colher (sopa) de raiz de gengibre fresco picado
1/2 colher (chá) de pimenta chili em pó
1/2 colher (chá) de pimenta-do-reino em pó
1/2 colher (chá) de açafrão-da-terra em pó
1 colher (chá) de cominho em pó
1 colher (chá) de sal
2 tomates médios descascados e picados
2 colheres (sopa) de iogurte natural
2 colheres (sopa) de folhas de hortelã fresca picada
1/2 colher (chá) de cardamomo em pó
1 canela em pau (5 cm)
1,3 kg de pedaços de peito de frango

Para o arroz:
450 g de arroz basmati
2 1/2 colheres (sopa) de óleo vegetal
1 cebola grande cortada em cubos
1 pitada de açafrão em pó
5 vagens de cardamomo
3 cravos-da-índia inteiros
1 canela em pau (2,5 cm)
1/2 colher (chá) de gengibre em pó
1 litro de caldo de galinha
1 1/2 colher (chá) de sal

Preparo:
1. Em uma frigideira grande, frite as batatas até dourarem em 2 colheres (sopa) de óleo vegetal (ou ghee). Escorra-as e reserve-as. Acrescente à frigideira as 2 colheres (sopa) de óleo restantes. Frite a cebola, o alho e o gengibre até a cebola ficar macia e dourada. Adicione a pimenta chili, a pimenta-do-reino, o açafrão, o cominho, o sal e os tomates. Frite tudo, mexendo com frequência, por 5 minutos. Depois, acrescente o iogurte, a hortelã, o cardamomo e a canela em pau. Tampe a frigideira e cozinhe em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até os tomates virarem polpa. Talvez seja necessário adicionar um pouco de água quente se a mistura se tornar muito seca e começar a agarrar na frigideira. 2. Quando a mistura estiver espessa e lisa, adicione os pedaços de frango e mexa bem para cobri-los com as especiarias. Tampe a frigideira e cozinhe em fogo baixo até o frango estar macio, por volta de 35 a 45 minutos. Quando o frango estiver cozido, deve restar apenas um pouco de molho bem grosso. Se necessário, destampe a frigideira e cozinhe por alguns minutos para reduzir esse molho.3. Lave bem o arroz. Deixe-o em uma peneira para escorrer por 30 minutos, no mínimo.4. Em uma frigideira grande, aqueça o óleo vegetal e frite a cebola até dourar. Acrescente o açafrão, o cardamomo, os cravos-da-índia, a canela em pau, o gengibre e o arroz. Mexa bem até cobrir o arroz com as especiarias. 5. Em uma panela de tamanho médio, aqueça o caldo de galinha e o sal. Quando a mistura estiver quente, despeje-a sobre o arroz e mexa bem. Acrescente a mistura de frango e as batatas. Com cuidado, junte-as ao arroz. Deixe levantar fervura. Tampe bem a panela, reduza bastante o fogo e cozinhe lentamente por 20 minutos. Não levante a tampa ou mexa enquanto estiver cozinhando. Sirva o biryani em uma travessa quente.
..................................................................................

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Merengue de Banana (Ernestotó)

Às vezes me cobram a “criação” de uma sobremesa especial. Gente, não é bem assim. A Culinária funciona dentro da Lei de Lavoisier: “na natureza nada se cria, tudo se transforma”. O feijão vira feijoada, a arroz vira risoto, etc. Mas fui para a cozinha e pesquei da memória o Merengue de Banana abaixo. Quando o apresentei na sobremesa para uma platéia maravilhada (esta sobremesa é realmente de dar água na boca),  meu marido arregalou os olhos e constatou: “Mas isto é um ‘Ernestotó!”. E contou que a sua avó Elisa preparava uma sobremesa semelhante e, ao lado do fogão, o tio Ernesto insistia; “Mamãe, que doce é este?”. Na falta de um nome a minha avó batizou: ‘Ernestotó”. E, na familia ‘Ernestotó' ficou. Há pelo menos 80 anos!

Ingredientes:
Para a Massa
½ xícara de açúcar
5 colheres de sopa de água
4 bananas (nanica ou prata) cortadas em rodelas
Canela em pó a gosto

Para o Creme:
4 colheres de sopa cheias de maisena
2 e ½ xícaras de leite
1 lata de leite condensado
2 gemas
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar de baunilha

Para a Cobertura:
½ xícara de chá de açúcar
2 claras
Raspas de 1/2 limão
2 colheres de sopa de suco de limão

Preparo:
1. Coloque em uma panela pequena o açúcar e 1 colher de água e leve ao fogo até caramelar. Junte o restante ad água e deixe ferver até dissolver. 2. Acrescente as bananas e cozinhe por 1 minuto. Polvilhe com a canela em pó. 3. Espalhe em uma pirex média e reserve.
Creme:
1. Em uma panela dissolva a maisena no leite. Junte o leite condensado e as gemas e leve ao fogo médio mexendo sempre até engrossar. 2. Retire do fogo junte a manteiga e a baunilha e misture bem. 3. Coloque o creme sobre o doce de bananas e reserve.
Cobertura:
1. Pré aqueça o forno em temperatura alta. 2. Em uma tigela misture as claras com o açúcar e aqueça em banho-maria até amornar. 3. Coloque em uma batedeira juntando as raspas de limão e o suco. Bata até o merengue ficar firme. 4. Leve ao forno por 5 minutos quando o suspiro deverá estar ligeiramente dourado. Coroe a travessa com este merengue e sirva em seguida.
..................................................................................
“A Gula é o pecado capital mais tolerado por Deus”. – Pedro E. de Luna
..................................................................................

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Bolo de Bananas da Tia Nastácia

Eu já contestei a autoria de Dona Benta sobre o livro “Comer Bem”. Prefiro acreditar que a ausência do crédito à Tia Nastácia (a verdadeira quituteira do Sitio do Picapau Amarelo) deveu-se a razões de marketing politicamente incorretas da Editora. Assim interpretei e modernizei uma receita do livro, e acrescentei nozes e amêndoas difíceis de se achar no Sítio. De resto fiz como a Tia Nastácia o faria, e surpreendi o meu Pedro no lanche da tarde. Acompanhado de uma caneca de café quente ele se deliciou.

Ingredientes:
3 bananas nanicas (d’água) amassadas
10 colheres de farinha de rosca
½ xícara de açúcar mascavo peneirado
1 colher de sopa de fermento em pó
1 colher de sobremesa de canela em pó
½ xícara de nozes picadinhas
½ xícara de amêndoas picadinhas
2 ovos grandes
1 ½ pote de iougurte
½ xícara de óleo

Preparo:
1. Juntar os ingredientes secos (farinha de rosca, açúcar mascavo, canela, fermento, nozes e amêndoas) em uma tigela. 2. Em outra vasilha junte os ovos, o iogurte, as bananas amassadas e o óleo. 3. Bater delicadamente com batedor de claras e acrescente a mistura ‘seca’. 4. Pré-aqueça o forno a 180º C. Unte uma forma (de 25 cm) com óleo e polvilho com farinha de rosca. 5. Despeje a mistura na forma e leve ao forno por 40 minutos ou até o palito-teste sair seco. Salpicar com açúcar de confeiteiro.
..................................................................................
“A literatura alimenta o espírito e a alma e a cozinha alimenta os personagens” – Jorge Amado
..................................................................................

domingo, 23 de maio de 2010

Crostata de Frutas Secas e Especiarias com Calda de Gengibre

Esta é mais uma receita mediterrânea do chef Piero Cagnin. Conforme o estatuto interno aqui do blog, eu, como parceiro leigo do Piero “n’A Culinária de Esopo”, devo viabilizar regularmente uma receita do livro. É a minha homenagem ao meu parceiro. Bem, compreenda que, não afeito às panelas, eu não me sinta totalmente a vontade. Mas trato é trato. Para tornar mais doce a minha tarefa, escolhi uma sobremesa exótica e atraente: Crostata + frutas secas + especiarias + calda de Gengibre. Hum... mesmo se não der certo vai ficar deliciosa. Vamos a ela:

Ingredientes:
Para a massa:-
300 g de farinha de trigo peneirada
150 g de manteiga sem sal a temperatura ambiente
150 g de açúcar
2 gemas de ovo
2 g de gengibre, canela, noz moscada, cardamono e cravo em pó.
1 pitada de sal
Para o recheio:
50 g de damasco, tâmaras sem caroço, nozes, pistaches crus, amêndoas e figos secos
50 ml de água de flor de laranjeira
Para a calda:
½ l de água
100 g de gengibre fresco ralado
70 g de açúcar

Preparo:
Antes de mais nada, eu, leigo, devo saber o que é uma crostata. A Wilkpedia me traduz literalmente: “A crostata é uma italiana torta servida como sobremesa. É tradicionalmente preparado dobrando as bordas da massa sobre a parte superior da compota de enchimento, criando um ambiente áspero (!?) olhar, em vez de um uniforme de forma circular”. 1. Traduzida a tradução entendi que para fazer a massa devo misturar numa tigela a farinha, o açúcar e as especiarias e acrescentar as gemas e a manteiga. 2. Trabalhar a massa rapidamente e esticá-la numa assadeira de fundo falso com 25 cm de diâmetro, deixando-a com as bordas mais altas e cerca de 5 mm de espessura. (até aqui tudo bem). Ah, guarde alguma sobras da massa não sei ainda para que. 3. Em um processador ou liquidificador, bato as frutas secas até virar uma mistura homogênea e bastante molhada. Isto é o recheio. Despeje-o sobre a massa enformada. 4. Com aquela massa reservada fazer aqueles rolinhos de 1 cm de largura para fazer aquele acabamento entrelaçado de torta (se você não souber fazer isto, desista. Você está pior do que eu). 5. Assar em forno aquecido a 200º por 15 minutos e reserve. 6. Para a calda ferver o gengibre até que a água se reduza à metade. 6. Passar no coador e acrescentar açúcar. 7. Levar ao fogo novamente e deixar ferver até o liquido começar a engrossar. Servir a crostata de preferência individualmente e em fatias de crostata regando com a calda de gengibre.
..................................................................................
"Sua cozinha é seu santuário, o cozinheiro seu padre, a mesa seu altar, e sua barriga seu deus." - Charles Buck
..................................................................................

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Crépe Suzette

Por ocasião da visita de Eduardo VII da Inglaterra à França, por volta de 1870, uma jovem vendedora de flores se aproximou do Rei e lhe ofereceu um ramo de violetas. O chef francês Auguste Escoffier conhecido como o “Pai da Gastronomia”, tocado pelo gesto, terá naquela mesma noite criado a sobremesa para o banquete real e a batizou com o nome da menina.
O crêpe Suzette, integrou-se à cozinha tradicional francesa. É uma maneira de cozinhar os crêpes barrando-os com manteiga perfumada com sumo e raspa de tangerina e um licor de laranja amarga. Depois dobrá-los, regá-los com uma mistura de licores e servir em chama.

Ingredientes:
Crepe:
1 ¼ de xícara de açúcar
2 ovos
1 colher de sopa de manteiga derretida
1 colher de sopa de licor de laranja (Cointreau ou Grand Marnier)
1 xícara de farinha de trigo peneirada
1 pitada de sal
Óleo para untar

Molho:
½ xícara de manteiga
½ xícara de açúcar
1/3 de xícara de suco de laranja
1 colher de sopa de suco de limão
2 colheres de sopa de licor de laranja (Cointreau ou Grand Marnier)
¼ de xícara de conhaque
Tiras de casca de laranja

Preparo:
1. Coloque todos os ingredientes do crepe em um processador de alimentos ou em um liquidificador e bata rapidamente só para misturá-los sem criar bolas. 2. Passe a massa para uma tigela, cubra e a deixe descansar de ½ a um hora. 3. Em uma frigideira anti-aderente aqueça uma pequena quantidade de óleo em fogo brando, junte uma colher de sopa de massa de crepe e, com movimentos circulares, cubra o fundo da frigideira. Quando a borda da massa ficar dourada, com ajuda de uma espátula vire o crepe para cozinhar do outro lado. 4. Você terá cerca de 12 crepes. Vá sobrepondo-as em um prato. 5. Depois de fritá-las todas, dobre-as em 4 e disponha em uma travessa. Reserve. 6. Em uma frigideira grande coloque a manteiga, o açúcar, o suco de laranja e o suco de limão. Leve ao fogo brande e mexendo com uma colher de pau, deixe derreter completamente o açúcar até a calda engrossar. Acrescente o licor de laranja e misture por alguns segundos. 7. Na mesma frigideira coloque as crepes lado a lado e cozinhe por 3 minutos. Vire-as uma a uma sem sobrepô-las para que fiquem bem embebidas na calda. 8. Enfeite com as tiras de laranja, junte o conhaque, inflame-o, deixe flambar e antes que a chama se apague leve à mesa na própria frigideira.
..................................................................................
Georges Auguste Escoffier (1846 – 1935) foi chef, restauranteur e escritor que, entre outras virtudes ‘batizou’ alguns pratos famosos. Além da Crepe Suzette, Escoffier inventou o Pêche Melba em homenagem à cantora australiana Nellie Melba e o Tournedo Rossini, em homenagem ao compositor italiano Gioacchino Rossini. De acordo com alguns comentaristas esta última criação é contestada pelo chef Antoine Carême,
..................................................................................
"Um bom prato é como uma obra de arte; mas com uma vantagem: além de apreciar podemos saboreá-lo". – Nicolau Rosa
..................................................................................

terça-feira, 11 de maio de 2010

Bolo com Ricota

A Ricota ou Requeijão é um derivado de queijo de origem italiana (ricotta) de massa mole, fresca e de baixo teor de gordura, que não chega a ser um queijo propriamente dito, uma vez que é preparado com o soro e não com o coalho do leite. Ao contrário da maioria dos queijos, a sua produção, não é feita a partir de leite, mas a partir do soro de queijo, o que lhe confere a característica especial de um alto teor de soro-proteínas que são mais nutritivas que as proteínas dos queijos normais. O seu sabor delicado é interessante para controlar o excesso de doce de um bolo, por exemplo. Como na receita abaixo.

Ingredientes para 8 porções:
3 ovos
1 lata de creme de leite
½ xícara de chá de óleo
½ xícara de chá de açúcar
1 xícara de chá de ricota amassada
2 xícaras de chá de farinha de trigo
1 colher de sopa de raspas de limão
Raspas de 1 laranja
1 colher de sopa de fermento em pó
Margarina e farinha de trigo para untar

Preparo:
1. Bata no liquidificador os ovos, o creme de leite, o óleo, o açúcar e a ricota até obter uma pasta homogênea. Transfira para uma tigela e misture aos poucos a farinha até incorporar. Adicione as raspas de limão e de laranja, a geléia e o fermento. 2. Misture e transfira para um forma untada e enfarinhada. 3. Leve ao forno pré-aquecido por 30 minutos ou até que o palito de teste saia limpo. 4. Em uma panela misture os ingredientes da calda e leve ao fogo médio até derreter o açúcar e engrossar levemente. Desenforme o bolo, regue com a calda e sirva. Frutas da sua preferência enfeitam e acompanham esse delicioso bolo.
..................................................................................
Admito que sou um glutão depois que o meu confessor me penitenciou com 3 sãorisais. -P.E.L. ..................................................................................

sábado, 17 de abril de 2010

Torta de Manga caramelizada (massa sablée)

Os alimentos dos deuses do Olimpo eram o néctar e a ambrosia. No meu ponto de vista pós-olimpico, ainda não me decidi o que (apesar de se já se chamar néctar) seria o néctar. Certamente o vinho, mas eu não descartaria a cerveja. A Ambrosia não há dúvida que é o Queijo. Porém jamais se falou em uma fruta preferida dos deuses. A maçã é um pouco insossa para merecer preferência divina. Para mim a fruta dileta é a Manga. Eu já vi alemão inebriar-se com Manga e não duvido que o mesmo efeito seria obtido com os gregos. E até desculpo a turma de Zeus porque a Manga está mais para Buda e Confúcio do sul e sudeste da Ásia, do que para as montanhas olímpicas. Mas vamos falar de Torta de Manga. Ah, essa sim seria a favorita dos deuses.

Ingredientes - massa:
200 g de farinha de trigo peneirada
100 g de manteiga sem sal e gelada
1/3 de xícara de açúcar de confeiteiro peneirado
1 colher de chá de casca de limão ralado
1 gema
2 colheres de sopa de água gelada
Preparo – Massa:
Amassar com a ponta dos dedos e fazer uma bola que deve ser levada à geladeira por, pelo menos, uma hora.
Ingredientes – recheio:
3 mangas Haden não muito maduras, cortadas em 4 fatias cada
1/2 xicara de açúcar
1 colher de sopa de manteiga sem sal
Preparo do Recheio e finalização da Torta:
1. Levar o açúcar comum e a manteiga a uma frigideira. Quando começar a caramelizar, inclua os pedaços de manga. 2. disponha agora os pedaços de manga caramelizadas em uma forma redonda de aro, sem untar. 3. Cubra bem com a massa e pincele com gema de ovo para dourar. 4. Pré aquecer o forno a 200º C e leve a forma à parte mais baixa do forno, por 10 minutos até ver a superfície da massa corar. 5. Tire do forno, libere da forma de aro e coloque em um bonito prato. 6. Peneire o açúcar de confeiteiro sobre a torta.
..................................................................................
A manga é o fruto da mangueira, árvore frutífera nativa do sul e do sudeste asiáticos, introduzida com sucesso no Brasil, Angola, Moçambique e em outros países tropicais. O nome da fruta vem da palavra malayalam e foi popularizada na Europa pelos portugueses, que, em sua busca por especiarias conheceram a fruta em Kerala e a incluíram nos seus interesses comerciais e alimentares.
..................................................................................

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pudim de couscous doce, com canela, nata e crocante de amêndoas.

Taí uma sobremesa criada pelo chef Piero Cagnin e constante no livro “A Fabulosa Culinária Mediterrânea de Esopo”. Como autor da metade não-culinária do livro (e reafirmando que não sou do ramo), me propus em homenagem ao meu parceiro materializar cada receita do livro publicada neste blog. Quando, pela primeira vez, o SESC me colocou na ‘saia justa’ de pronunciar uma palestra sobre o livro eu, sabendo que a expectativa do público era ouvir sobre as receitas do Piero, me salvei contando a história da Culinária. Na ocasião a cozinha do SESC nos surpreendeu materializando e oferecendo a todos a degustação deste exótico Pudim de Couscous. (PEL)

Ingredientes:
200 g de couscous
10 g de canela
200 ml de creme de leite
10 ml de água de rosas
300 g de açúcar
50 ml de água
100 g de amêndoas sem pele

Preparo:
1. Segundo a receita, comecei com o crocante: misturei em uma panela 200 g de açúcar com água e levar ao fogo, mexendo sempre até que virou um caramelo. 2. Conseguindo não me queimar, tirei do fogo, e acrescentei as amêndoas. Mexi bem e derramei em uma superfície lisa untada com óleo de cozinha. 3. Resistindo experimentar deixei esfriar e, com o processador, quebrei em pedaços mas sem deixar ficar muito fino. Reservei. 4. Coloquei o couscous em uma tigela e o molhei com água quente, deixando descansar por alguns minutos. 5. Acrescentei a canela e a água de rosas desmanchando os grumos com um garfo. 6. Juntei o creme de leite com o resto do açúcar e misturei com o couscous, acrescentando também o crocante de amêndoas. 7. Coloquei em tigelinhas individuais, polvilhei e servi. Ninguém acreditou que eu sou um debutante em cozinha. 
..................................................................................

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bolo de Maçã

Por ter sido o 'fruto do bem e do mal' referido já no Genesis, na Bíblia, a maça é a fruta mais popular e prestigiada que conhecemos: têm as maçãs clássicas: a Figi, a Gala e suponho que muitas outras; tem a maçã cidade: Big Apple, por exemplo; tem a maçã bíblica e erótica: não estou convencido que para tentar Adão, Eva terá usado uma espécie convencional; tem a maçã hipnótica: como a que a bruxa adormeceu Branca de Neve; recentemente surgiu uma porno-erótica "mulher-maçã"; tem a maçã cientifica: aquela que, caindo na cabeça de Newton, permitiu que ele elaborasse a Lei da Gravidade. Aliás, para mim foi a maçã de Eva que caiu na cabeça de Newton e assim, oficialmente, desmoralizou a teoria do Criacionismo. Mas eu não estou aqui para maçar V. e, portanto, vamos logo a este delicioso, despretensioso e honesto Bolo de Maça para os seus chás da tarde e sobremesas de sucesso.

Ingredientes:
200 g de manteiga sem sal
250 g de açúcar
4 gemas
4 claras em neve
500 g (3 xícaras) de farinha de trigo
1 colher de sopa rasa de fermento em pó
1 xícara de leite
1 pitada de sal
6 maças descascadas
2 colheres de chá de canela em pó
3 colheres de açúcar para caramelar a forma
1 vidro de geléia de morango
Preparo:
1. Bater, em batedeira, a manteiga e o açúcar e vá acrescentando aos poucos as gemas uma a uma e, depois a farinha, o fermento e o leite; 2. Com uma pitada de sal, bater as claras em neve; 3. Acrescentar aos poucos a clara batida à massa; 4. Colocar o açúcar para caramelar em uma forma redonda de 25 cm de diâmetro, girando e oscilando a forma para caramelar o seu interior por inteiro; 5. Paralelamente coloque em outra panela a geléia e a água mexendo até que a geléia fique bem diluída; 6. Disponha as maçãs no fundo da forma, cubra-a com canela em pó e acrescente uma camada de geléia. Por fim chegou a hora de coroar com a massa do bolo; 7. Levar ao forno por 30 a 40 minutos; 8. Tirar do forno e deixar esfriar; Virar e desenformar sobre um prato bonito.
..................................................................................
Maçã - O nome é uma homenagem a Caius Matius Calvena, amigo de César, que a criou através de enxertos. A origem da palavra é do latim “matiana“. Em português a palavra Maçaneta significa “maçã pequena”. Nome dado devido a semelhança entre a fruta e aquelas antigas maçanetas redondas.
..................................................................................

terça-feira, 9 de março de 2010

Gelatina de Uva

Achei esta receita nos meus cadernos manuscritos aos 12 anos. Relê-la foi o suficiente para me transportar à minha pré-adolescência, à minha juventude. Era do tempo em que não existiam caixinhas de gelatina ‘pronta’. É claro que precisei reescrêve-la, pois na época eu registrava o básico e guardava os detalhes na cabeça. A sugestão estava pronta, ‘redonda’, não havia nada a acrescentar. Então só me restou sugerir que você a ‘coroe’ com um Creme de Baunilha.

Ingredientes:
1 kg de uvas pretas
3 colheres de sopa açúcar
5 folhas de gelatina
Preparo:
1. Leve as uvas e o açúcar ao fogo brando, durante uns 20 minutos e passe-os por uma peneira. Reserve. 2. Corte as folhas de gelatina em pedaços pequenos, junte 5 colheres de sopa de água fria e misture bem. 3. Para cada 2 copos de suco coloque a dissolução das 5 folhas de gelatina Leve ao fogo brando para dissolver a gelatina no de suco de uva, sem jamais chegar à fervura , pois perderia a capacidade de gelificação. 4. levar à geladeira de um dia para o outro.

A seu critério recubra a gelatina com o Creme de Baunilha cuja receita vai ai abaixo:

Ingredientes:
1 copo de leite
2 gemas batidas com açúcar
2 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de maisena dissolvida no leite frio.
Gotas de baunilha para perfumar.
Preparo:
1. Misturar bem os ingredientes e levar ao fogo brando; 2. levar à geladeira para ganhar consistência e com ele, coroar a gelatina.
...................................................................................

quinta-feira, 4 de março de 2010

Bombons

‘Tá chegando a Páscoa. Já sei: está todo o mundo pensando em Ovos, coelhos, etc. A menos que você vá partir para produzir Ovos de Páscoa em escala industrial, compre-os nas boas casas de ramo. Existem alguns deliciosos, de muito boa qualidade e preço honesto. Vamos então pensar em fazer bombons. São fáceis e, bem embaladinhos em caixinhas, vidros, latas ou cestinhas, são uma ótima sugestão para presente, com o charme extra do seu toque pessoal.

Bombons de Nozes

Ingredientes:
½ xícara de chá de açúcar de confeiteiro
6 biscoitos de leite
100 g de nozes para a massa
100 g de nozes para a decoração
1 clara de ovo
400 g de chocolate meio amargo
Utensílios
Liquidificador ou processador
Garfinho
Papel manteiga

Temperagem (preparo da massa de chocolate):
Se você já conhecia o nome e o processo, parabéns. Eu aprendi há pouco.O derretimento e resfriamento do chocolate necessário ao seu manuseio. Então vamos à temperagem por banho-maria:
1. Com uma faca de serra, “rale” a barra de chocolate; 2. Em uma panela rasa que possa ser sobreposta por outra, coloque 3 a 4 dedos de água. Coloque cascas de limão para evitar que o alumínio escureça e leve ao fogo até a água começar a formar pequenas bolhas mostrando que a água está a 42º, isto é: à meio caminho da fervura; 3. sobreponha a segunda panela que deve estar bem seca e limpa e coloque nela 2/3 do chocolate ralado. Tampe-a coloque-a e aguarde alguns minutos; 4. Despreze a panela de água (isso é: a de baixo) e mexa o chocolate com uma espátula ou colher de pau; 5. Acrescente o resto do chocolate e mexa até que tudo esteja completamente derretido. 6. Resfrie o chocolate: ou espalhando sobre uma superfície lisa (Pedra de granito ou mármore) e espalhar para acelerar o resfriamento ou apenas transferindo- para um refratário e mexe-lo até que resfrie.
Existem outros meios de temperagem: a derretedeira elétrica ou o microondas. Mas eu não os testei e não posso recomendá-los.

Produção dos bombons:
1. Bata as nozes, o açúcar e os biscoitos no liquidificador, até virarem farofa; 2. Coloque em uma tijela e acrescente 2 colheres de sopa da clara do ovo. Misture até dar liga. Leve à geladeira por 30 minutos quando a massa deve endurecer; 3. Modele bolinhas de massa e as achate com o dedo. Com aquele garfinho esperto que você não levou a sério quando eu recomendei, banhe as bolinhas no chocolate e as disponha sobre o papel manteiga; 4. Guarde os bombons dentro de latas, separando cada camada com papel manteiga. Na hora de servi-los ou de presenteá-los, acrescente o seu charme na apresentação.

Bombons de Damasco

Ingredientes:
200 g de chocolate ao leite
400 g de damascos secos
Saquinhos para congelamento
Papel manteiga
Preparo:
1. Vá mergulhando metade dos damascos no chocolate derretido e os disponha sobre o papel manteiga; 2. Imediatamente (para que ela cole no chocolate) coloque uma amêndoa sobre cada “bombom”; Coloque chocolate derretido em um saquinho plástico, faça um furinho bem pequeno e “desenhe” um zig-zag ou outro desenho de sua inspiração sobre cada bombom.
Para apresentação ou embalagem, proceda como na receita anterior.
....................................................................................